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#RioOccupationLdn

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THANK YOU!

by thiago.jesus on October 01, 2012

Rio Occupation London is now over after 30 epic days in London. Our 30 groudbreaking Rio artists occupied more than 50 spaces, showing more than 250 works of art and performances for more than 37,000 people. Thank you for helping us making the Occupation a great success! 

 


João Brasil presents Tropical Britannia

by thiago.jesus on August 08, 2012

As part of Rio Occupation London, João Brasil chose five collaborators to record five tracks in five days. Isa GT, The Bumps, Moroka, Murlo & Rob Pollinate all brought their own unique styles to Joao’s studio and the finished tracks are available on a mighty fine EP, for free!

http://soundcloud.com/tropical-bass-britannia


NADA DO QUE ACONTECEU, É MAIS IMPORTANTE QUE O ACONTECIMENTO EM SI

by thiago.jesus on August 08, 2012

Escrever sobre o evento ou sobre as obras e seus resultados - finalizados ou em "working progress" - seria um mero fragmento.

Digo mais, um recorte inverossímil, porque o maior legado desta vivência foi o que se viveu.
Este é o grande projeto final destes artistas: a experiência.
O desafio de conviver e debater seus espaços, seus mundos, seus horizontes, suas técnicas, suas conquistas, suas ansiedades, suas provocações, seus desafios, suas limitações, seus medos, seus absurdos, suas alegrias, suas tristezas, suas frustrações, suas maturidades, suas grandezas e suas artes já eram anseios suficientes para não caber em si.

Transformar o que se viveu em algo concreto era um compromisso moral, mas conceitualmente não era o mais importante, porque no fundo isso nunca representaria o TODO.
Minha experiência aqui foi enxergar de longe para entender onde orientar, além de nos momentos tensos do processo de montagem final dar o play no botão que dizia play.
Aliás a montagem foi um movimento de superação para tornar o possível ficar extraordinário. Parecia o Brasil. E era. A Inglaterra parou para ver e aprender.
Naquele momento era Rio, só pensava no fundod e minha cuca: É nóis.
Todos do grupo queriam ansiosamente o fim da estrada, florida e solar, de preferência com uma caipirinha, e dentro de todas as auto-cobranças que nos fazemos no dia-a-dia o que vale, é lembrar, que cada um dos milhões de passos que daremos, serão igualmente fundamentais. Assim será sempre, mesmo que os 30 dias vividos aqui pareçam eternos, por isso cito um provérbio chinês (se não for, me permitam esta licença poética e passa a ser chinês): "Não corra, caminhe sempre"; assim fica mais fácil observar, criar, ruminar, planejar, fazer, errar, corrigir e evoluir.

Para a faísca vingar, nada melhor que viver o RISCO, da imersiva convivência ao resultado artístico em si.
Destaco além do risco uma CORAGEM louvável além do inesgotável espirito de colaboração desta equipe de realizadores somado a uma generosidade infinita do gigante Paul, o que sempre é lindo ver e guardar com a gente.

Ambicioso como o projeto demonstrou ser, ouso aqui nestas linhas contrariar Olavo Bilac, que afirma numa de suas crônicas que "O Brasil é a terra dos resignados". Por mais que esta herança nos persiga, hoje temos uma clareza de quem somos e o reflexo disso é que "o mundo quer ser Brasil".
Agora a nossa instrinseca e compulsiva vontade de pesquisar (uma maneira gentil de muitas vezes "copiar" os Europeus, os americanos..os ocidentais) se transformará num processo inverso e não tenham duvidas, viveremos uma antropofagia ao inverso, o que nos permitirá dizer que agora a "Nau é Nossa". Ou melhor, nós vamos invadir sua praia.

A experiência de viver tudo isso é o maior dos acontecimentos.

Fecho meu texto - meu trabalho- repetindo esta frase, para mim decisiva e compreendedora:

"Nada do que aconteceu em Londres nos 30 dias de ocupação é tão ou mais importante quanto o acontecimento em si."


Batman Zavareze
Criador e Curador do Festival Multiplicidade - Ano 8.


Distâncias Ocupadas

by thiago.jesus on August 03, 2012

O tempo parece estar condicionado ao limite de 30 dias e todas as horas que o compõem. Parece pouco, e os 30 artistas que estão trabalhando no Rio Occupation London  não param, nem quando dormem, tenho certeza que aos braços de Morfeu, eles devem estar “decupando” melhor seus filmes, roteiros, cenas novas, objetos que devem ser incluídos ou retirados, desenhos e poemas, caixas e projeções, figurinos, corridas, visitas, musicas e entre outras ocupações mentais.


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